Quem sou eu

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Eu sou um garoto que muda constantemente seu geito de ser, mas não para agradar os outros; Mudo pelo fato de que a cada dia eu amadureço um pouco e com isso sou obrigado a mudar.

6 de out. de 2010

Olhos Diferentes


Hoje, para variar, lembrei mais uma vez de uma das coisas que mais me marcaram na minha infância. Lembro-me como se fosse hoje, a chuva caia constantemente e bravamente na pequena e pacata cidade de Sumé. Na casa do meu avô, onde morava eu e minha mãe depois de sua separação com meu pai, começou a entrar água por pequenas goteiras, portas e janelas. Eu desde pequeno tinha pavor à chuva, então logo comecei a chorar e mais uma vez minha mãe veio até mim me consolar e acalmar. Todos os meus tios tentavam de alguma forma frear as conseqüências que a água da chuva estava provocando dentro daquela casa, inclusive conseqüências corporais. Todos já estavam exaustos daquela noite e no meio da madrugada, depois de terem resolvido os problemas, foram dormir. A chuva ainda continuou caindo por toda a madrugada. Acordei-me cedo pela manhã. Quando fui para o lado de fora da casa, o dia estava lindo. As árvores estavam mais verdes, o céu mais azul e sem nenhuma nuvem, havia nascido mais matos e flores pelo chão, este que estava frio e nos cantos cheios de lama. Eu fiquei totalmente deslumbrado com o que vi, para mim, era uma das paisagens mais lindas que eu poderia ver por toda minha vida. Logo corri para brincar, juntamente com meus primos, e logo nos melamos todos de lama construindo castelos de areia. A areia conseqüente daquele dia de chuva era diferente das outras areias, ela era especial, única. Hoje em dia, diante de um acontecimento desses, eu não ligaria à mínima. Como queria que minha infância tivesse durado mais. Quando nós somos crianças, enxergamos a vida de uma maneira diferente, de uma maneira pura. Uma coisa é certa, eu pensei que o que eu vi naquele dia fosse uma das coisas mais lindas que eu iria ver na minha vida, eu me enganei, nunca irei mais ver coisa tão bela.